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A dica de leitura da Biblioteca da Barão é o livro 1808.
Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil.
Nunca algo semelhante tinha acontecido na história de Portugal ou de qualquer país europeu. Em tempos de guerra, reis e rainhas haviam sido destronados ou obrigados a se refugiar em territórios alheios, mas nenhum deles tinha ido tão longe a ponto de cruzar um oceano para viver e reinar do outro lado do mundo. Embora os europeus dominassem colônias imensas em diversos continentes, até aquele momento nenhum rei havia colocado os pés em seus territórios ultramarinos para uma simples visita – muito menos para ali morar e governar. Era, portanto um acontecimento sem precedentes tanto para os portugueses, que se achavam na condição de órfãos de sua monarquia da noite para o dia, como para os brasileiros, habituados até então a serem tratados como uma simples colônia de Portugal.

Autor: LAURENTINO GOMES
Editora: Planeta do Brasil
Classificação: Brasil, História Família Real no Brasil.

TCHAU
Autor: Lygia Bojunga
Editora: Casa Lygia Bonjunga
Classificação: Literatura Infanto-juvenil

Único livro de contos da autora, TCHAU reúne quatro narrativas densas, onde – no estilo habitual que já se tornou sua marca – Lygia transita com inteira liberdade entre o realismo e o fantástico. Aqui, ela nos fala de paixão, de amizade, de ciúme e da necessidade de criar.

TCHAU ganhou o prêmio O MELHOR PARA O JOVEM – FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e foi incluído na seleção dos melhores livros da BIBLIOTECA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE – Munique, Alemanha.

Boa leitura!

A GAROTA DAS LARANJAS
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Cia. das Letras
Classificação: Literatura infanto-juvenil

“Muitas vezes eu tentei me imaginar aí no futuro, mas nunca consegui ter uma ideia nem mesmo aproximada de você agora, na sua vida atual. A única coisa que sei é quem você é. Só isso. Não sei sequer com que idade você está lendo isso. Talvez tenha doze ou catorze anos, e eu, o seu pai, há muito estou fora do tempo.

[...]

Hoje – ou seja, no dia em que me ler -  você por certo já terá esquecido a maior parte do que nós dois vivemos nos meses quentes daquele verão em que você tinha três anos e meio. Mas esses dias continuam nos pertencendo, e nós ainda podemos passar muitas horas agradáveis juntos.

Vou contar uma coisa que atualmente não consigo tirar da cabeça: a cada dia que passa e a cada coisinha à toa que nós dois fazemos, aumentar a possibilidade de você se lembrar de mim. Agora eu conto as semanas e os dias. Na terça-feira, nós estivemos no alto da torre de Tryvann, de onde se pode ver a metade do reino, dava para enxergar até a Suécia. Mamãe também foi, fomos os três. Mas será que você se lembra disso?”

Tradução de Luiz Antônio de Araújo