Os estudantes das turmas 9.6.1 e 9.6.3 receberam visitas especiais. Tarcisio Lins Arcoverde e Marco Antônio Ewald, pais dos estudantes Luiza Campedelli Arcoverde da turma 9.6.1 e Vinicius Antônio Ewald da turma 9.6.3, tiveram uma participação diferente com as turmas. Nesse encontro apresentaram seus instrumentos musicais, conversaram sobre a experiência com a música e cantaram para os estudantes. Agradecemos por essa disposição em compartilhar informações nessa rica experiência.

A equipe de Voleibol Feminino da Barão recebeu a FMD de Gaspar para dois amistosos no dia 21, nas categorias de 11/12 anos e 13/14 anos. Os amistosos fazem parte da programação da modalidade para melhorar a performace da equipe, além de promover o intercâmbio entre as entidades. Na categoria de 11/12 anos Gaspar venceu, já na categoria de 13/14 anos a Barão garantiu a vitória. 

Por Luciano Kowalski Coelho

"Na agitação do dia a dia, largar tudo para não fazer nada, longe dos celulares, tablets e computadores, é revigorante. Não fazer nada nos faz prestar atenção ao que acontece a nossa volta. No feriado de Carnaval, minha esposa e eu estávamos sentados à beira-mar, sem fazer nada. Chamou-me a atenção uma menina brincando na areia. Fazia um castelo. Pegava a pá, enterrava na areia, colocava a areia num balde, lavava a pá em outro balde e, tranquilamente, repetia todo o procedimento.

Quando percebia que o balde estava cheio de areia, ficava estática, com a pá erguida. Imediatamente, o pai levantava, virava o balde para formar mais uma parte do castelo e voltava para a cadeira. A menina então recomeçava a rotina de encher o balde com areia. O pai sempre pronto, ao sinal da filha, para esvaziá-lo. Sempre disposto, demonstrando prazer em executar a tarefa. A mãe estava próxima, lendo uma revista. Volta e meia tecia elogios sobre o castelo. Era uma criança especial, de 13 ou 14 anos.

Como médico, tenho um hábito (ou vício) difícil de evitar. Passei a conjecturar sobre diagnóstico, tratamento, prognóstico, complicações etc. Neste momento, um fato me deixa em alerta. Subitamente, a criança solta a pá, tomba para a frente e começa a contorcer-se. Uma crise convulsiva. Estava prestes a levantar, já racionalizando que atitude tomar, quando algo me deteve. Foi o tempo de o pai perceber a situação. Sua atitude foi extremamente tranquila: sentou-se por detrás da menina, posicionando-a entre as pernas. Pegou um travesseiro e aconchegou-o para deixar a cabeça dela confortável. Ficou ali serena e discretamente fazendo carícias na sua cabeça, sussurrando palavras que não consegui ouvir. Aguardava a crise passar. A mãe posicionou-se ao lado do pai e também fazia carinhos na filha.

Fiquei ali, observando a cena com os olhos marejados. Em poucos minutos a crise passou e a menina voltou ao seu comportamento habitual. O pai colocou a pá em sua mão que, imediatamente, retomou a tarefa de construir o castelo.

Existem crenças de que são os filhos que escolhem os pais. De que são os filhos que vêm para nos dar ensinamentos e nos tornar melhores. Por esta lógica, crianças especiais escolhem pais especiais, dotados de forças para, em nome de um imenso amor, superar barreiras para dar dignidade e qualidade de vida a estas crianças.

A lição que aquele pai me proporcionou valeu mais do que qualquer conferência médica. Definitivamente, o amor é o melhor dos remédios e o melhor tratamento."

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