Por Luciano Kowalski Coelho

"Na agitação do dia a dia, largar tudo para não fazer nada, longe dos celulares, tablets e computadores, é revigorante. Não fazer nada nos faz prestar atenção ao que acontece a nossa volta. No feriado de Carnaval, minha esposa e eu estávamos sentados à beira-mar, sem fazer nada. Chamou-me a atenção uma menina brincando na areia. Fazia um castelo. Pegava a pá, enterrava na areia, colocava a areia num balde, lavava a pá em outro balde e, tranquilamente, repetia todo o procedimento.

Quando percebia que o balde estava cheio de areia, ficava estática, com a pá erguida. Imediatamente, o pai levantava, virava o balde para formar mais uma parte do castelo e voltava para a cadeira. A menina então recomeçava a rotina de encher o balde com areia. O pai sempre pronto, ao sinal da filha, para esvaziá-lo. Sempre disposto, demonstrando prazer em executar a tarefa. A mãe estava próxima, lendo uma revista. Volta e meia tecia elogios sobre o castelo. Era uma criança especial, de 13 ou 14 anos.

Como médico, tenho um hábito (ou vício) difícil de evitar. Passei a conjecturar sobre diagnóstico, tratamento, prognóstico, complicações etc. Neste momento, um fato me deixa em alerta. Subitamente, a criança solta a pá, tomba para a frente e começa a contorcer-se. Uma crise convulsiva. Estava prestes a levantar, já racionalizando que atitude tomar, quando algo me deteve. Foi o tempo de o pai perceber a situação. Sua atitude foi extremamente tranquila: sentou-se por detrás da menina, posicionando-a entre as pernas. Pegou um travesseiro e aconchegou-o para deixar a cabeça dela confortável. Ficou ali serena e discretamente fazendo carícias na sua cabeça, sussurrando palavras que não consegui ouvir. Aguardava a crise passar. A mãe posicionou-se ao lado do pai e também fazia carinhos na filha.

Fiquei ali, observando a cena com os olhos marejados. Em poucos minutos a crise passou e a menina voltou ao seu comportamento habitual. O pai colocou a pá em sua mão que, imediatamente, retomou a tarefa de construir o castelo.

Existem crenças de que são os filhos que escolhem os pais. De que são os filhos que vêm para nos dar ensinamentos e nos tornar melhores. Por esta lógica, crianças especiais escolhem pais especiais, dotados de forças para, em nome de um imenso amor, superar barreiras para dar dignidade e qualidade de vida a estas crianças.

A lição que aquele pai me proporcionou valeu mais do que qualquer conferência médica. Definitivamente, o amor é o melhor dos remédios e o melhor tratamento."

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As crianças do Infantil III (matutino) estão trabalhando o Projeto “Um lugar diferente: A Escola”.  Através deste projeto estão aprendendo que com os brinquedos podem também realizar atividades em equipes, dividir, separar, contar, juntar e interagir. Essas atividades são realizadas através de um circuito, em que todas as crianças tem um tempo para brincar. Este momento acontece sempre no final da manhã das aulas.

A turma 9.4.2 aproveitou a proximidade da páscoa para resgatar algumas tradições dos nossos antepassados. As famílias participaram da atividade, enviando casquinhas de ovos vazias para que os estudantes fizessem uma decoração especial. A sala de aula ficou cheia de trancinhas de papel crepom. Muitas meninas já tinham prática por fazer tranças nos cabelos das bonecas. Elas ajudaram os meninos nessa parte da tarefa. Com as tranças prontas, eles colaram ao redor das casquinhas, deixando todas decoradas e coloridas para a páscoa.